Mais de uma partição, vale a pena?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Muitos usuários tem dúvidas sobre dividir a área de armazenamento de seu único disco rígido em duas ou mais partes, criando assim novos discos lógicos ou partições. A pergunta é: vale a pena fazer isso?
A resposta depende do que você deseja com isso, ou seja, reparticionar um disco físico em diversos discos lógicos não melhora o desempenho do PC, não aumenta sua capacidade de armazenamento e também não é uma estratégia 100% segura para preservar seus dados, já que caso o disco rígido estrague, todas as partições lógicas que estão nele serão perdidas. 
Entretanto, se a idéia é de rodar mais que um sistema operacional no mesmo HD o reparticionamento é um procedimento recomendado. Mas mesmo no caso do Windows existem sim vantagens em trabalhar com mais de uma partição.
A mais simples e prática delas é a de isolar seus arquivos de dados (documentos, músicas, vídeos, etc.) numa partição lógica independente do sistema operacional e seus programas. A grande vantagem nesse caso é que caso ocorra algum acidente que destrua seu ambiente de trabalho — como uma desinstalação desastrosa, ou mesmo um ataque de virus — é possível reformatar a partição danificada e reinstalar o sistema operacional do zero, sem ter que mexer nos seus preciosos dados.
Mas como disse, não se trata de uma estratégia 100 % segura em termos de preservar dados, mas ainda é muito melhor do que nada.
Outra estratégia ainda mais elegante seria a de aproveitar os recursos de backup do Windows 7 (ou mesmo de um programa de terceiros) e tirar uma cópia inteira (ou criar um imagem) do disco de sistema e armazená-la na partição de dados. Assim, como no caso acima, basta recuperar o disco do sistema para voltar a trabalhar em bem menos tempo, já que recuperaríamos o sistema operacional com seus programas favoritos instalados e corretamente configurados, algo que não ocorre se partirmos do zero.
Com relação ao espaço de armazenamento ideal para o sistema e para os dados, isso depende muito do tamanho do disco que hoje pode variar de 80 GB até uns 2 TB.
Uma boa prática é sempre reservar uma parte menor para o sistema operacional e programas e liberar o resto do disco para os dados. Por exemplo: em um disco de 80 GB, reservar 40 GB para o sistema é adequado. Já no caso de 160 GB, pode-se aumentar para 50 GB e acima disso, mais do que 100 GB não é realmente necessário, mesmo nos discos de altíssima capacidade. Isso pode parecer pouco mas você irá notar que esse espaço é mais que suficiente, salvo em casos específicos.

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